Nessa conversa com o Zé Bruno (banda Resgate) falamos um pouco sobre o mercado da música cristã.

No dia 01 de junho de 2020, nós do RC tivemos o prazer de entrevistar um dos nomes mais relevantes da música cristã nos dias atuais, o vocalista da banda Resgate Zé Bruno. Nessa entrevista, ele respondeu a pergunta de um de nossos apoiadores, o Eliel Lins (banda A Trilha), sobre música cristã. A pergunta foi: “Qual seria a grande carência dos artistas cristãos da atualidade“, no sentido de produção e persona artística? A resposta você confere no corte abaixo:

O MERCADO GOSPEL E A MÚSICA CRISTÃ

O debate sobre a divisão de música “secular” e música “cristã”, apesar de já ter saturado há algum tempo, ainda existe nos dias de hoje. Porém, muito além do aspecto artístico da música, existe o quisito “business”. E nisso, o mercado gospel tem um formato de trabalhar igual a qualquer outra produtora musical.

Quanto mais bem sucedido é um artísta gospel, mais as gravadoras saem lucrando. E não importa muito se o que é falado é biblicamente coerente. Apenas ser “gospel” já é um selo de aprovação para grande parte da comunidade religiosa consumir esse conteúdo.

Musica cristã é um mercado como qualquer outro. Então, se o foco é sempre no resultado (visualizações, cliques, etc) talvez sua arte não seja tão genuína. Sendo assim, não é necessário pertencer a prateleira gospel para ser um artista que crer em Jesus. E não é porque um artísta é “gospel” que ele deve ser ovacionado pelos cristãos.

E não significa que a música cristã pertencente ao gospel não é genuína. Mas é preciso entender que o “gospel”, assim como qualquer outra prateleira, é apenas um mercado. Ser um artísta cristão vai muito além disso, e não é necessário pertencer a esse rótulo para demonstrar sua fé.

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Zé bruno da banda resgate fala sobre música cristã