Calças apertas, cabelos diferenciados, roupas coloridas. Talvez essa seja a descrição de um homem moderno, porém, para alguns, essa é a descrição de um homem afeminado. Não sei afirmar se felizmente, ou infelizmente, todas essas características citadas permanecem no campo do “não necessariamente”. O que significa que tais descrições não definem a masculinidade de um homem, logo não podemos afirmar nada sobre ele ser afeminado ou não. Mas afinal, se roupas e cortes de cabelos não definem se o homem é realmente afeminado, o que define?

Primeiro devemos entender que quando digo “afeminado” não estou
necessariamente dizendo que o homem age como uma mulher. Porém que age de forma errada em seu papel como homem, deixando de lado sua
masculinidade. Outro ponto é entender que masculinidade não é,
necessariamente, ser um Viking
. Masculinidade, de um ponto de vista cristão, está mais relacionado sobre o papel do homem biblicamente.
Assim podemos entender que o homem que está agindo de forma contraria ao seu papel bíblico, está indo contra a sua masculinidade, e acaba se tornando afeminado.

Ator de "Vikings" nega a possibilidade de [SPOILER] na temporada final
Masculinidade não é, necessariamente, ser um Viking.

Agora podemos perceber como as roupas e cortes de cabelo não
necessariamente definem masculinidade. Porém, é preciso compreender que a forma do indivíduo se vestir muitas vezes reflete seu caráter.
De nada adianta sairmos acusando os homens de não terem masculinidade e não explicar o que é isso. Biblicamente o homem foi criado primeiro, e logo após veio sua auxiliadora, a mulher. Isso já demonstra um papel de responsabilidade do homem. O homem precisa aprender a tomar atitudes, e a fazer escolha responsáveis. Precisa ser sério, respeitável, e estar pronto para amar sua companheira. E para os que não tem companheiras, essas recomendações continuam sendo validas.

A falta de masculinidade começou no jardim

Masculinidade é saber que suas ações têm consequências, é reconhecer o
erro, e é muitas outras coisas que não serão diretamente abordadas aqui.
O primeiro sinal de uma distorção de masculinidade é visto na queda de
Adão. Assim que Deus questiona Adão sobre ele ter comido do fruto, o mesmo acusa a mulher, e acusando a mulher acusa Deus, que deu a mulher a ele (Gn 3.12).

Disse o homem: “Foi a mulher que me deste por companheira que me deu do fruto da árvore, e eu comi”.

Veja como Adão fugiu da responsabilidade, ali ele já estava caído, já havia pecado quando Deus questiona sobre onde Adão está, ele não está necessariamente perguntando sobre a localização física dele, mas sim sobre o seu papel na criação. Adão não agiu como homem naquele momento, e assim demonstrou estar perdido na criação.

Paulo, em sua carta aos Efésios, afirma que os maridos devem amar
suas esposas como Cristo amou a igreja.
Nessa passagem também temos
uma clara demonstração da masculinidade bíblica. Muitos gostam de usar esse texto para defender a submissão da mulher ao homem. Devemos lembrar que, ser submissa, é diferente de ser subjugada. O homem que ousa tratar sua esposa como sua serva ou escrava, age fora da masculinidade bíblica, e assim se torna um homem afeminado. Amar a esposa como Cristo amou a igreja, é algo extremamente masculino. O homem é cabeça, e ser cabeça é ser responsável. Cristo é o cabeça da igreja, e assim morreu por ela pagando o preço para que a igreja saia como justa diante de Deus. Cristo é o primeiro a se doar nesse relacionamento, e ele presa pela santidade de sua igreja. Quem dera os homens entendessem isso, e tomassem as dores de suas esposas e prezassem por sua santidade.

25 – Maridos, cada um de vós amai a vossa esposa, assim como Cristo amou a sua Igreja e sacrificou-se por ela, 26 – a fim de santificá-la, tendo-a purificado com o lavar da água por meio da Palavra, 27 – e para apresentá-la a si mesmo como Igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou qualquer outra imperfeição, mas santa e inculpável. 28 – Sendo assim, o marido deve amar sua esposa como ama o seu próprio corpo. Quem ama sua esposa, ama a si mesmo! 
29 – Pois ninguém jamais odiou o próprio corpo, antes o alimenta e dele cuida, assim como Cristo zela pela Igreja, 30 – pois somos membros do seu Corpo. 31 – “Por este motivo, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua esposa, e os dois se tornarão uma só carne.” 32 – Este é um mistério grandioso; refiro-me, contudo, à união entre Cristo e sua Igreja. 33 – Portanto, cada um de vós amai a sua esposa como a si mesmo, e a esposa trate o marido com todo o respeito.

Claro que as ações imprudentes precisam de repreensão, porém também precisam ser perdoadas. O homem deve ser o primeiro a se doar no relacionamento, demonstrando o amor de Cristo. E assim como esse amor doador leva a igreja a amar a Cristo, que o amor do marido leve sua esposa à ama-lo.

John & Korey Cooper Anniversary - 3/2/17 | Foto aleatoria, Romance ...
O homem deve ser o primeiro a se doar no relacionamento

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Uma nova visão sobre masculinidade

Não vamos nos apegar em achar que ser homem é ser extremamente sério e rancoroso, e ter aquele olhar de ódio enquanto assiste o jornal, ou gritar como um ogro assistindo UFC ou futebol. Nem pensar que homens estejam limitados a andar de terno e gravata, ou com armaduras medievais. A masculinidade não está necessariamente nas roupas, mas as roupas e o estilo refletem a masculinidade. Andemos com decência. Que venhamos refletir sobre o que é amar, e o que é ser responsável. Chega de homens que terceirizam suas culpas, e que buscam responsabilizar os outros. A igreja cristã precisa de homens que saibam se comunicar, que se abrem para o diálogo, que amem e que estejam dispostos a se sacrificar.

Saber que podemos ser divertidos, ouvir Lana Del Rey, e continuar
sendo masculinos, retira de nós um peso. Porém, existe um peso maior em agir com uma masculinidade bíblica, mas esse peso se torna leve quando andamos com Cristo.